Muitas vezes fora do SRIJ. As casas licenciadas em Portugal pagam imposto sobre a atividade (segundo as fontes que consultámos, entre 8% e 16% da receita bruta nas apostas à cota), e isso pressiona as margens e, com elas, as cotas. As casas offshore não têm esse custo e podem oferecer cotas ligeiramente mais altas. "Ligeiramente" quer dizer: em muitos jogos, uns pontos percentuais. Compare sempre, mercado a mercado. Aqui, as três casas que recomendamos.
Sporting em casa contra uma equipa do fundo da tabela. Numa casa portuguesa, vê 1,45 / 4,50 / 7,00. Parece normal. Faça a soma das probabilidades implícitas (1 a dividir pela cota):
Agora, o mesmo jogo, numa casa fora do SRIJ, com 1,50 / 4,60 / 7,20:
(Os números são ilustrativos, não são cotas reais de nenhuma casa.) Uma aposta de 100 € no favorito: 145 € de retorno na primeira, 150 € na segunda. Cinco euros a mais. Repetido ao longo de uma época, é a diferença entre um mês neutro e um mês no vermelho.
Cinco euros por aposta não parecem nada. Cem apostas depois, são quinhentos.
Uma casa licenciada em Portugal está sujeita a imposto sobre o jogo, ao cumprimento de regras do regulador e a custos de licenciamento. É um preço pela segurança que dá, e é legítimo. Mas esse preço entra na margem. Uma casa estrangeira, sem esse tributo, pode abdicar de parte da margem para conquistar clientes.
Atenção: isto é uma tendência, não uma lei da física. Há jogos em que a casa portuguesa tem a melhor cota. Por isso, comparar vale mais do que acreditar.