Nas casas licenciadas pelo SRIJ, as apostas em eSports não fazem parte da oferta (é o que acontece, em termos práticos, na maioria dos casos, e convém confirmar). Quem quer apostar numa final de League of Legends ou num Major de CS2 acaba por olhar para casas estrangeiras. Funciona assim: abre conta numa delas, deposita, escolhe o jogo e o torneio e aposta como no futebol. A 22bet, a 20bet e a Granawin têm todas eSports. Sem licença SRIJ, sem as proteções portuguesas.
Domingo à tarde. A sua equipa de CS2 favorita joga o quarto de final, a cota está a 1,85, você já fez a análise. Abre a aplicação da casa portuguesa: futebol, ténis, basquetebol, e nem um mapa de Counter-Strike. Já lhe aconteceu? A mim, mais vezes do que gostava.
É a razão número um pela qual muitos jogadores portugueses de eSports acabam em casas sem licença SRIJ: não é a cota, é a existência do mercado.
Varia de casa para casa e de semana para semana, por isso não prometemos nada. O que se encontra com mais frequência:
| Mercado | Como se aposta | Quando faz sentido |
|---|---|---|
| Vencedor do encontro | Escolhe quem ganha a série (Bo1, Bo3, Bo5) | A porta de entrada, simples |
| Vencedor do mapa | Aposta num mapa concreto | Quando conhece o mapa em que a equipa é forte |
| Handicap de mapas | Equipa A com -1,5 mapas | Para equilibrar um favorito claro |
| Total de mapas | Mais ou menos de 2,5 mapas | Quando espera um encontro disputado |
| Vencedor do torneio | Aposta a longo prazo | Tem de ter paciência (e carteira) |
| Ao vivo | Aposta durante o jogo | Quando vê o encontro a decorrer |
Cotas oscilam mais depressa do que no futebol. Equipas mudam de formação em semanas. Um jogador doente, um problema de ligação, um mapa novo, e a cota mexe. Tem a ver com a facilidade com que a informação circula, mas também com mercados mais pequenos e margens por vezes maiores nos jogos obscuros.
Duas regras minhas (que não são conselho, são hábito): não aposto em torneios que não percebo; e fixo um teto por encontro. Pouco sexy. Funciona.